A carne do ventre morto Concluindo hoje a escrita do sexto capítulo de um novo romance de minha autoria. Talvez existam outros com uma proposta estrutural de texto semelhante, mas insisto na identidade única que este possa trazer aos possíveis e raros leitores. Narrativa em primeira pessoa com três personagens, numa imbricada e escalonada trama, estes reservados em suas falas e introspecções. “A carne do ventre morto” será seu nome. Quando esse título veio à mente de imediato me afeiçoei. Toda a narrativa acontece numa clínica pediátrica, dura os exames de ultrassonografia para colher imagens e condições de saúde do feto, ainda no meio da gestação de uma das protagonistas. ‘A carne’ representado por Edgar Queiroz: desfrutou de considerável conforto advindo do dinheiro ...
Dentre as incontáveis ideias desprovidas de qualquer sentido que costumo, frequentemente, ter, (vezes no meu estado de vigília, vezes no reino onírico) confeccionar um livro de narrativas sobre as uma “invisível linha”, simbólica, para ser melhor entendida. Aqui é conveniente mencionar que a chamadas “forças simbólicas”, que tanto regem nossas vontades, decisões, comportamento, atitudes e conclusões, sempre serão um dos temas mais abordados em qualquer conversa que venhas a ter quando o assunto for “distinção de classe”. Essa “linha invisível”, que também pode ser imaginada como uma parede, um portão, uma viela, a extensão de um buraco em trincheira, uma delineação pintada no chão. Haverá quase sempre um elemento solido no qual esta força invisível se apossará para então construir seus significados em nossas mentes. Não nos esqueçamos que todas estas forças simbólicas fazem parte de complexas estruturas, construída ao longo da evolução humana, e a...
Algumas cenas me comovem; outras despertam repulsa; tantas mais apenas observo. Mas existe determinada porcentagem, estas na qual me debruço em rememora-las com ingênua obsessão sempre que me deparo com outra cena com semelhante significado, as cenas que despertam algum tipo de questionamento sobre nossa configuração como humanos habitantes da cronologia presente. Creio que todos carregam algum tipo de obsessão: em maior ou menor grau, patológicas ou restritas aos pensamentos. Encucar com cenas é minha perdição, perdi a esperança se algum dia amenizo de alguma forma. Lamento. Se questionar fosse função socia, e o “questionador” um profissional remunerado. Talvez hoje tivesse desfrutando de algum tipo de conforto financeiro. “Casa das bolças” não tinha esse nome na fachada, mas era assim que todos a chamavam. Vendia, como apropria alcunha orienta, bolças de tantos formatos, modelos, características, consciência, que melho...
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