segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O silêncio das Vespas


Em O Silêncio das Vespas, o autor arquiteta narrativas com um olhar que capta cotidianos ambíguos e fantasiosos, explorando narrativas carregadas de um imaginário trágico e misterioso. Em suas páginas, representações ásperas de devaneios criados pelo inconsciente de personagens que não conseguem separar passado e presente: “Ela aguardava todas as noites a sua volta, sentada na rede de balanço, sentindo o vazio, como alma sem rumo. Com ansiedades de sentimentos que não amadureciam com o passar dos dias, com vestidos engomados e cheirando a ventos passados”. Na construção psicológica dos personagens, surgem conflitos vindos de acontecimentos do passado, mostrando narrativas que misturam realidade e mitos oriundos da relação intrínseca do tempo com a alma: “Não haveria como voltar, afinal, tudo passa. Mas havia conquistado a liberdade de estar ali, à beira de um rio de tempo, observando suas águas correrem na direção que a natureza impusera, observava, apenas”.


Editora Baraúna http://www.livrariabarauna.com.br/

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